O Instituto de Longevidade MAG esteve entre as organizações participantes do 8º Fórum & Festival Longevidade 2026. O evento reuniu, entre os dias 24 e 26 de setembro, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, diferentes setores da sociedade para discutir como preparar o presente para um futuro em que as pessoas viverão mais. Com o tema “Reimaginando futuros”, foram abordadas questões relacionadas a trabalho, cidades, cultura, cuidados, finanças e inovação.
Imagem: divulgação
Educação para a longevidade começa antes da velhice
O especialista em Longevidade do Instituto de Longevidade MAG, Antonio Leitão, participou do painel “Investir na fragilidade ou na potência sênior?”. Nele foram discutidas diferentes perspectivas para os investimentos relacionados à longevidade, incluindo temas como qualidade de vida, moradia, autonomia e propósito.
Durante o debate, Leitão destacou o papel da educação para que as pessoas possam se preparar melhor para uma vida mais longa e tomar decisões ao longo da trajetória.
“Uma empresa pode colocar algo inclusivo, um gestor público pode colocar a pauta em sua agenda de ações. A educação para a longevidade acontece por meio de várias instâncias. E é preciso também educar as famílias e a si mesmo”, afirmou.
Para o especialista, a longevidade não é uma questão restrita à população idosa. Ela envolve decisões tomadas ao longo de toda a vida e, por isso, exige a participação de diferentes setores da sociedade.
“A longevidade envolve tudo e começa com o que estamos fazendo hoje, como estamos nos preparando para nossa própria longevidade. A melhor metáfora é a da máscara do avião. Você coloca em si mesmo antes e depois nos outros. Como você tem se preparado para viver mais?”, questionou.
Imagem: Antonio Leitão/ Divulgação
“O velho é sempre o outro”
O presidente do Instituto de Longevidade MAG, Nilton Molina, também participou do 8º Fórum & Festival Longevidade 2026. Ao lado de Luiz Galina, diretor regional do Sesc SP, ele integrou a sessão “Longevos que transformam o mundo”, que homenageou as trajetórias de ambos e colocou em discussão a participação das pessoas mais velhas na sociedade.
Molina chamou a atenção para um paradoxo: embora a longevidade seja uma realidade que diz respeito a todos, o envelhecimento ainda costuma ser percebido como uma questão distante pelas gerações mais jovens. “O velho é sempre o outro”, afirmou.
Molina contou que uma das razões para a criação do Instituto, há dez anos, foi justamente provocar a sociedade a pensar sobre o envelhecimento e sobre as mudanças que uma vida mais longa produz.
“O Brasil não tem capital financeiro para cumprir com as promessas feitas em seguridade social e existe um grave problema econômico nisso. A figura quase lírica do idoso de 60 anos na praia, aposentado, descansando, não se aplica mais. Agora os idosos terão que continuar trabalhando. Precisamos provocar as pessoas a pensarem no amanhã. Hoje a medicina permite que a pessoa viva muitos anos, mas quem vai cuidar desse exército de pessoas? É um desafio”, afirmou.
A fala coloca em evidência uma questão que ultrapassa a aposentadoria. Como sociedade, será necessário repensar trabalho, renda, proteção social, cuidados e participação econômica diante de uma população que passa mais tempo vivendo.
Imagem: Nilton Molina/Divulgação
Envelhecer também é continuar participando
A necessidade de manter vínculos e participação social esteve presente na fala de Luiz Galina, diretor regional do Sesc SP. Para ele, manter-se ativo ao longo do envelhecimento não significa apenas trabalhar ou realizar atividades físicas. “Não se deve deixar de conviver, encontrar pessoas, ver um filme, ler um livro. O idoso precisa continuar sendo protagonista”, ressaltou.
A convivência, nesse sentido, aparece como parte importante de uma vida longeva. Envelhecer não precisa significar abandonar interesses, relações e espaços de participação. “A juventude é uma doença que passa rápido e todos chegaremos lá”, brincou Galina.
Instituto levou diferentes perspectivas para o evento
A participação do Instituto de Longevidade MAG no 8º Fórum & Festival Longevidade 2026 também incluiu atividades no Espaço Futuros Prósperos.
Na programação, o Instituto uma das atividades apresentadas foi: “Redesenhar o olhar: a arte contra os vieses etários”, com exercícios artísticos interativos voltados à identificação e desconstrução de vieses inconscientes relacionados à velhice.
Outro debate promovido pelo Instituto tratou de “Modelos de Financiamento para SeniorTechs e AgeTechs”. Foram reunidos representantes do mercado financeiro, incubadoras e governo para discutir alternativas de financiamento para soluções voltadas às necessidades de uma população que envelhece.
Os temas mostram como a longevidade ultrapassa a discussão sobre saúde e aposentadoria. Ela também envolve inovação, tecnologia, mercado, empregabilidade, cidades, relações sociais, educação e novos modelos de negócio.
8º Fórum & Festival Longevidade 2026 tratou do futuro que precisa ser construído agora
Ao longo dos três dias, o 8º Fórum & Festival Longevidade 2026 reuniu especialistas, painéis, rodas de conversa e atividades culturais. A programação também incluiu apresentações musicais, como a da Orquestra Bachiana.
A proposta do encontro foi ampliar a discussão sobre uma sociedade que vive mais e sobre os caminhos para transformar essa mudança demográfica em uma oportunidade de desenvolvimento.
Para o Instituto de Longevidade MAG, a participação no evento reforça a importância de colocar a longevidade no centro das decisões tomadas hoje. "Preparar-se para viver mais não é uma tarefa que começa aos 60 anos. É uma construção que acompanha toda a vida", reforça Antonio Leitão.
Com o intuito de ajudar os brasileiros a viverem melhor, independentemente da idade, o Instituto de Longevidade lançou a campanha Aqui, você não está só, que reúne cartilha de acolhimento, três meses de consultas psicológicas gratuitas e um webinar especializado para falar sobre saúde mental, cuidado e prevenção ao suicídio. Participe!
Leia também:
Longevidade feminina pode ajudar a desvendar os mecanismos do envelhecimento
Estilo de vida para longevidade: 5 mudanças na sua rotina para começar hoje
Nilton Molina: o vendedor de futuros que criou o Instituto de Longevidade MAG
