Sexo na velhice está associado à preservação da saúde cerebral. Esse dado foi divulgado pelo pelo Departamento de Sociologia e Serviço Social da Hope College, localizado em Michigan, nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, atividades sexuais trazem diversos benefícios para o corpo, principalmente no envelhecimento.
A discussão sobre a sexualidade é muitas vezes deixada de lado quando falamos de pessoas mais velhas. Mas os dados científicos mostram que ela é um dos pilares da vitalidade. Manter uma vida sexual ativa não apenas melhora o humor, mas funciona como um exercício metabólico e neurológico.
À medida que envelhecemos, a busca pelo bem estar também inclui o sexo, pois o corpo continua a responder a estímulos positivos. Cada vez mais, especialistas em geriatria recomendam que o tema seja tratado com naturalidade nas consultas de rotina.
A pesquisa sugere que o sexo desempenha um papel crucial na manutenção das funções cognitivas. O que contribui, de forma significativa, para a preservação da qualidade cerebral no processo de envelhecimento.
O relatório, escrito por Shannon Shen, pesquisadora da Hope College, foi publicado em outubro no Journal of Sex Research. Segundo o estudo, “para [pessoas com] idades entre 75 e 90 anos, sexo mais frequente está relacionado a um melhor funcionamento cognitivo”.
Para que essa frequência seja mantida com conforto, é fundamental que o casal ou o indivíduo esteja atento às mudanças fisiológicas. Nas mulheres, por exemplo, a queda estrogênica pode reduzir a lubrificação vaginal, tornando o contato físico desconfortável.
No entanto, com o uso de recursos adequados, é possível garantir que o prazer sexual continue presente. O diálogo aberto sobre essas necessidades permite que o ato sexual seja uma experiência de conexão e não de estresse.
Sexo na velhice promove uma regulação do estresse
Os pesquisadores acreditam que existe uma relação entre a frequência da prática sexual com a regulação do estresse. Os autores afirmam que "o estresse impede a nova formação de neurônios (neurogênese) no hipocampo, uma área do cérebro associada à memória. Adultos mais velhos que têm atividades sexuais satisfatórias podem experimentar diminuição do estresse, protegendo a neurogênese".
O impacto do cortisol (hormônio do estresse) no cérebro envelhecido pode afetar severamente a capacidade de retenção de novas informações. Quando o indivíduo encontra satisfação em sua vida íntima, o corpo libera ocitocina, que atua como um contraponto biológico ao estresse. ]
O sexo na terceira idade funciona, portanto, como um mecanismo de defesa natural. Se sentir amado e desejado faz parte do equilíbrio emocional necessário para enfrentar os desafios dessa fase da vida.
Crédito: Ground Picture/Shutterstock
Sexo na velhice também provoca a produção de dopamina
O sexo também está relacionado à liberação de dopamina no cérebro, um neurotransmissor responsável pelo aumento da sensação de prazer. Segundo a pesquisa, o sexo satisfatório traz diversos benefícios. A prática pode estimular os hormônio do prazer que estão relacionado com uma melhora da memória em adultos mais velhos.
A dopamina é essencial para a plasticidade sináptica. Sem ela, o desejo sexual e a motivação geral podem declinar, levando a quadros de apatia. Por isso, a saúde sexual deve ser vista como uma extensão da saúde geral.
É importante ressaltar que, mesmo que o foco seja o benefício, a prevenção não deve ser esquecida. O uso de camisinha é necessário para evitar infecções sexualmente transmissíveis (IST). Algumas pesquisas indicam que as IST têm crescido entre idosos que retomam a vida de solteiro ou iniciam um novo relacionamento. A proteção é um ato de autocuidado que garante a continuidade da qualidade de vida.
Entenda o método usado na pesquisa sobre a prática de sexo na velhice
A pesquisa examinou dados de 1.683 indivíduos, homens e mulheres com idade acima de 62 anos. Todos os participantes fazem parte do Projeto Nacional de Vida Social, Saúde e Envelhecimento. Os dados foram coletados há cinco anos.
Com a análise dos dados, foi possível avaliar as pontuações em testes cognitivos abrangendo. Além disso, diversas áreas foram abordadas, como memória de trabalho, atenção e habilidades cognitivas da visão. Aqueles que relataram ter uma vida sexual "muito prazerosa e satisfatória" apresentaram os melhores resultados.
Esses resultados reforça a ideia de que o cérebro humano tem uma boa resposta durante a relação sexual. Também mostra que é normal que a atividade sexual esteja associada ao afeto e ao prazer físico. Estimular o sistema de recompensa através de uma vida íntima saudável é uma das formas mais prazerosas de garantir a longevidade mental.
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