Os golpes do PIX não são novidade. Porém, o número de fraudes segue crescendo. De acordo com especialistas, os ataques acontecem por meio de vírus e também via engenharia social. Essa prática ocorre quando um criminoso usa de persuasão para manipular suas vítimas e obter senhas de acesso.

O aumento de golpes do PIX está relacionado com a popularização desse tipo de sistema de pagamento. Segundo um levantamento realizado pela ACI WorldWide, uma empresa de sistema de pagamentos, o Brasil está em segundo lugar na lista de países que mais realizam transações em tempo real no mundo. Perde apenas para a Índia, no topo da lista.

Ainda segundo a AllowMe, plataforma de prevenção à fraude e proteção de identidades digitais, criminosos escolhem aplicar golpes via PIX por ter um pagamento instantâneo. Sendo assim, qualquer golpe tem ganho em tempo real.

Dessa forma, a principal dificuldade está em bloquear a transação, uma vez que ela é instantânea. O que também dificulta maneiras de reaver o dinheiro perdido. Isso porque, quando os recursos caem nas contas dos criminosos, rapidamente são distribuídos para diversas outras contas.

Como os golpes do PIX são feitos a pessoas físicas

Durante a pandemia, o volume das fraudes aumentou. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os ataques originados de engenharia social tiveram um aumento de 165% entre o segundo semestre de 2020 e os primeiros seis meses de 2021.

Já em 2022, de acordo com a Kaspersky, houve um aumento no número de trojans (um tipo de software malicioso) bancários para celulares.  Atingindo o maior número em seis anos, cerca de 200 mil malwares do tipo foram identificados no período.

Entre os principais ataques feitos a pessoas físicas estão:

  • Contas falsas de pagamento com QR Code malicioso;

  • Hackeamento de dispositivos celulares para a criação de contas bancárias;

  • Trojans bancários que infectam o celular e redirecionam os pagamentos para contas de criminosos;

  • Golpes feitos por meio de engenharia social;

  • Uso de informações pessoais e fotos da vítima para a criação de contas laranjas.

Um celular na mão de uma pessoa, recebendo uma mensagem suspeita de golpe. Imagem para ilustrar a matéria sobre golpes do PIX. Crédito: Backcountry Media/shutterstock

Os principais tipos de golpes do PIX

A AllowMe apontou que, pelo menos, 20%, de todas as contas bancárias abertas no Brasil são suspeitas de fraude.

Entre os motivos pelos quais as contas são identificadas dessa maneira, estão as suspeitas de que o dispositivo utilizado possa ter sido comprometido por hackers, adulterações durante a captura de selfies para validação de identidade e prova de vida, e a inconsistência entre as fotografias tiradas e aquelas vinculadas a um determinado CPF, por exemplo.

A empresa também destaca que outra forma de fraude pode ser encontrada na tentativa de contornar os processos de cadastro em instituições financeiras, especialmente no que diz respeito às ferramentas de biometria facial. Nesses casos, os criminosos capturam uma imagem a partir de fotografias e vídeos já existentes, e até mesmo chegam a imprimir máscaras 2D com aberturas para os olhos e a boca. Isso permite ao fraudador cumprir comandos de sorrir ou piscar, o que é exigido como prova de vida em algumas plataformas.

Além disso, há também o uso de recursos para ludibriar sistemas, mascarando endereços IP, geolocalização, e-mails e outras informações. Bem como a substituição de imagens capturadas de maneira legítima por versões digitalmente manipuladas.

Ainda, outro golpe comum que envolve o uso de contas fictícias, associado à instalação de malwares nos celulares dos consumidores, sem o conhecimento do dono. Nesses casos, o software malicioso muitas vezes chega por meio de uma mensagem falsa. O criminoso se faz passar pela instituição financeira e incentiva o consumidor a clicar em um determinado link. Assim que ele é aberto, a instalação é iniciada.

Como se proteger de golpes do PIX

É importante que os consumidores estejam sempre atentos ao realizar transações pelo celular ou ao fazer pagamentos por QR Code, por exemplo. Além disso, é fundamental desconfiar de chamadas de pessoas que afirmam ser funcionários de bancos ou de empresas conhecidas.

Nos últimos anos, o público idoso passou a ter mais contato com a internet, se tornando alvo de fraudes e golpes do PIX. Por isso, é preciso ter muito cuidado, principalmente quando se é uma pessoa idosa.

Aqui estão algumas dicas para prevenir golpes e fraudes:

  • Esteja atento ao receber e-mails, SMS e mensagens no WhatsApp. Evite clicar em links suspeitos e verifique cuidadosamente o endereço de e-mail do remetente. Golpistas frequentemente alteram pequenos detalhes para enganar seus alvos.

  • Desconfie de ligações de pessoas que se dizem representantes do seu banco. Entre em contato com a instituição financeira por meio de um telefone diferente para verificar a autenticidade da chamada. Criminosos podem bloquear a linha original e redirecionar a ligação para outros golpistas.

  • Nunca entregue seu cartão a ninguém que venha retirá-lo em sua casa. Em caso de visita ou ligação suspeita, não forneça nenhum documento e entre imediatamente em contato com seu banco. Preferencialmente use um telefone diferente para verificar se há algum problema em sua conta.

  • Lembre-se de que bancos nunca ligam solicitando a instalação de aplicativos em seu celular. Instituições financeiras também nunca solicitam senhas, números de cartão ou pedem transferências ou pagamentos por telefone. Desconfie imediatamente caso receba esse tipo de contato. Encerre a ligação e entre em contato com a instituição financeira por meio dos canais oficiais, usando um telefone diferente, para verificar se há algum problema em sua conta.

  • Nunca compartilhe seus dados pessoais com ninguém.

  • Evite utilizar informações pessoais como senhas, datas de aniversário ou números sequenciais (como por exemplo1111 ou 1234). Não anote senhas em papel, celulares, computadores ou e-mails.

  • Ao realizar transações com o PIX, pesquise sobre a empresa em sites de reclamação e verifique seu CNPJ.

  • Ao pagar com PIX, faça o pagamento dentro do ambiente da loja virtual. Verifique cuidadosamente todos os dados de pagamento fornecidos pelo varejista e confirme se a loja escolhida é a destinatária correta do dinheiro antes de fazer a transferência.

  • Evite fazer transações em sites que não exibam o cadeado de segurança no navegador e não realize transferências para contas de pessoas físicas.

  • Ao pagar por boleto, verifique cuidadosamente o nome da empresa beneficiária que aparece no momento do pagamento, seja no aplicativo ou site do banco. Se o nome for diferente da marca ou empresa onde a compra foi feita, não conclua a transação.

  • Tome cuidado ao fazer compras em redes sociais. Verifique se a página possui selo de autenticação e avaliações de outros compradores sobre as compras e prazos de entrega.

  • Desconfie de vendedores que tentam criar uma sensação de urgência para fechar o negócio, alegando que você pode perder descontos.

  • Nunca aceite presentes e brindes inesperados sem saber a origem. Não forneça dados pessoais em links de supostas promoções e tenha cuidado ao preencher cadastros online.

  • Ao efetuar compras em qualquer lugar, nunca entregue seu cartão a alguém para que eles o insiram na máquina e realizem o pagamento. Sempre faça esse processo você mesmo, mantendo o controle sobre seu cartão em todos os momentos.

  • Ao digitar sua senha, certifique-se de que ninguém ao seu redor possa vê-la. Evite realizar pagamentos se o visor da máquina estiver danificado, dificultando a visualização do valor real que você está pagando.

  • Sempre que possível, utilize um cartão virtual para fazer compras pela internet. Os cartões virtuais geram um número de cartão único e temporário que pode ser usado apenas para uma transação específica, fornecendo uma camada extra de segurança para suas compras online.

  • Desconfie de promoções com preços muito abaixo do valor real do produto. Faça uma pesquisa em vários sites conhecidos para verificar a média de preços e evite cair em armadilhas de ofertas falsas que podem levar a golpes ou produtos de baixa qualidade.

  • Nunca utilize um computador público ou de um estranho para fazer compras online ou inserir seus dados bancários. Esses computadores podem ter programas maliciosos instalados ou serem monitorados por quem consiga roubar suas informações pessoais e financeiras. Sempre use dispositivos confiáveis e seguros para realizar transações online.


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