A prevenção à demência tem ganhado espaço nas conversas sobre saúde, mas ainda ocupa um lugar menor do que deveria. É comum ouvir falar de como hábitos saudáveis afastam doenças crônicas conhecidas, como câncer, diabetes e problemas cardíacos. O que poucos comentam é que essas mesmas escolhas também protegem o cérebro.
A demência é uma condição que compromete, aos poucos, funções cognitivas essenciais, como memória, linguagem e raciocínio. Isso afeta diretamente a rotina de quem convive com ela, e também da família ao redor. Entre os sinais mais comuns estão confusão mental, dificuldade de reconhecer pessoas ou lugares, alucinações e perda progressiva da autonomia.
Existem diferentes causas por trás da demência. O Alzheimer é a mais frequente, respondendo por até 70% dos casos. O acidente vascular cerebral (AVC) também está entre os fatores associados. Independentemente da origem, o impacto é grande, tanto para quem vive com a doença quanto para os sistemas de saúde.
O peso da demência nos números globais
Os dados ajudam a entender a urgência da prevenção à demência. Em 2019, o custo global da demência foi estimado em US$ 1,3 trilhão e a projeção é de que esse valor chegue a US$ 1,7 trilhão até 2030. Atualmente, estima-se que 55 milhões de pessoas no mundo vivam com demência. Entre pessoas com mais de 65 anos, a condição atinge 8,1% das mulheres e 5,4% dos homens.
As projeções para as próximas décadas preocupam. O número de casos pode alcançar 82 milhões em 2030 e 152 milhões em 2050. No Brasil, cerca de dois milhões de pessoas convivem com a doença hoje e estimativas apontam que esse número pode crescer 200% em 30 anos, acompanhando o envelhecimento da população brasileira.
A demência já ocupa a sétima posição entre as causas de morte e incapacitação no mundo. As mulheres são o grupo mais afetado, tanto em número de casos quanto em impacto sobre a rotina de cuidado.
Poucos países têm um plano estruturado
Apesar da dimensão do problema, a resposta institucional ainda é limitada. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), apenas um quarto dos países no mundo possui alguma política, estratégia ou plano nacional voltado ao apoio de pessoas com demência e de suas famílias.
Diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem reforçado a importância de atuar sobre fatores de risco evitáveis. Tabagismo, consumo exagerado de álcool, alimentação desbalanceada e sedentarismo aparecem como pontos centrais em diversos estudos recentes. O alerta é ainda mais relevante em países de renda baixa e média, como o Brasil, onde o acesso a diagnóstico e cuidado especializado costuma ser mais restrito.
Crédito: BearFotos/Shutterstock
Prevenção à demência passa por escolhas cotidianas
Se existe um caminho possível para reduzir o risco de demência, ele está nas escolhas do dia a dia. Noites de sono bem dormidas ajudam o cérebro a se recuperar. Uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para o funcionamento cognitivo. A prática regular de exercícios físicos estimula a circulação sanguínea, inclusive no cérebro.
Reduzir o consumo de álcool e manter distância do cigarro completam o conjunto de hábitos recomendados. Exames médicos preventivos, feitos com regularidade, também são parte importante dessa estratégia, já que ajudam a identificar fatores de risco antes que se agravem.
Nenhuma dessas medidas exige mudanças radicais ou de difícil acesso. São ajustes possíveis para grande parte da população, e que, somados, representam uma das formas mais concretas de proteger a saúde do cérebro ao longo da vida.
Planejamento é fundamental para cuidar da sua saúde e garantir a Longevidade Financeira. Por isso, preparamos uma planilha exclusiva para você anotar todos os seus gastos e não perder o controle. Preencha o formulário a seguir e baixe a planilha gratuitamente!
Planilha de Planejamento Financeiro
Preocupado com as contas ao final do mês? Baixe a planilha GRATUITA de planejamento financeiro e fuja do vermelho!

Leia também:
Sinais de alerta na saúde masculina que você deve estar atento
Aplicativos de monitoramento de saúde que valem a pena conhecer
Hábitos financeiros para a saúde mental: conheça 5 práticas