Embora o Ministério da Saúde tenha decidido recentemente não incorporar a vacina contra herpes-zóster ao SUS devido ao alto impacto orçamentário, novos estudos trazem um motivo extra para que o imunizante seja considerado prioridade na longevidade. Pesquisas recentes mostram que ele pode desacelerar o relógio biológico de idosos.
A vacina contra herpes-zóster está sendo redefinida pela ciência como uma ferramenta de rejuvenescimento biológico. Pesquisas recentes indicam que o imunizante pode proteger o corpo e a mente contra o desgaste natural do tempo. Ou seja, é capaz de retardar marcadores do envelhecimento em idosos.
Evidências científicas publicadas em 2026 no The Journals of Gerontology sugerem que a vacinação influencia marcadores biológicos do tempo. Os dados fazem parte do estudo “Association between herpes-zoster vaccination and slower biological aging”. Ele aponta que o imunizante ajuda a conter a inflamação crônica e a imunossenescência (o desgaste natural das defesas do corpo).
À medida que os 70 anos se aproximam, sintomas como fadiga e lapsos de memória tornam-se comuns. Ao prevenir a reativação do vírus varicela-zóster, a vacina evita um estresse imunológico severo. Em outro momento, ele poderia acelerar o declínio físico e cognitivo.
Vacina contra herpes-zóster: o "escudo" contra o relógio biológico
O envelhecimento não é apenas o passar dos anos. É um acúmulo de inflamação crônica e enfraquecimento das células de defesa. De acordo com o estudo, a vacinação tem um efeito sistêmico:
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Combate à inflamação crônica: a vacina reduz a presença de substâncias inflamatórias no sangue. Ao longo dos anos, elas "enferrujam" células e tecidos, acelerando doenças degenerativas.
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Melhora do sistema imunológico: o imunizante promove uma melhora tanto na imunidade inata quanto na adaptativa. O que deixa o corpo mais preparado para responder a novas ameaças externas.
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Proteção cardiovascular: a vacina promove uma maior preservação dos vasos sanguíneos e do coração. Isso reduz o risco de eventos críticos que costumam aumentar com a idade.
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Prevenção da neurodegeneração: há evidências de uma desaceleração em alterações cerebrais que impactam diretamente a memória e a coordenação motora, preservando a autonomia do idoso.
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Estabilidade genética (epigenética): a vacina auxilia na lentificação de modificações genéticas e transcriptômicas relacionadas à idade. Ajudando, então, as células a manterem suas funções originais por mais tempo.
Vacina contra herpes-zóster e sua eficácia
A vacina Shingrix, desenvolvida pela farmacêutica GSK, foi aprovada no Brasil em 2022. Ela é indicada para pessoas acima de 50 anos e para imunossuprimidos com 18 anos ou mais. O imunizante demonstrou eficácia superior a 80% na prevenção da doença e de suas complicações, como a neuralgia pós-herpética, que pode causar dor crônica prolongada.
O esquema vacinal é feito em duas doses, com intervalo de dois meses entre elas. Nos consultórios privados, cada dose custa em torno de R$ 800. Isso eleva o valor total para aproximadamente R$ 1,6 mil.
Crédito: BlurryMe/Shutterstock
O que é o herpes-zóster?
O herpes-zóster é causado pelo vírus da catapora, que permanece latente no organismo por décadas. Quando a imunidade cai, o que é um processo natural do envelhecimento, o vírus pode reativar, causando:
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Erupções cutâneas: bolhas vermelhas dolorosas que seguem o trajeto de um nervo.
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Nevralgia pós-herpética: uma dor crônica e incapacitante que persiste mesmo após a cicatrização das feridas.
Impacto da doença na população
O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro, é resultado da reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Após a infecção inicial, geralmente na infância, o vírus permanece no organismo em estado latente. Em situações de baixa imunidade, pode voltar a se manifestar, provocando dor intensa e erupções cutâneas.
Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, indicam que uma em cada três pessoas terá herpes-zóster em algum momento da vida. No Brasil, entre 2008 e 2024, foram registrados mais de 85 mil atendimentos ambulatoriais. Além disso, houve 30 mil internações por complicações da doença no SUS. Entre 2007 e 2023, 1.567 mortes foram associadas ao quadro, a maioria em pessoas com mais de 50 anos.
O impasse no SUS e os custos
Apesar do benefício clínico, a portaria publicada no Diário Oficial da União confirmou a não inclusão da vacina Shingrix no Programa Nacional de Imunizações (PNI) no momento. A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) reconheceu a importância da tecnologia, mas barrou a entrada pelo custo.
Onde encontrar a vacina contra herpes-zóster
Enquanto a inclusão no SUS ainda não é implementada, a vacina contra herpes-zóster está disponível em clínicas privadas e redes de farmácias. A rede Drogaraia e Drogasil, parceira do Instituto de Longevidade MAG, oferece o imunizante em suas unidades.
Essa opção amplia o acesso para quem deseja se proteger contra uma doença que pode causar dor intensa, internações e perda de qualidade de vida.
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