A nova isenção do Imposto do Renda começa a valer em 2026 e altera decisões de milhões de trabalhadores. A medida beneficia quem recebe até R$ 5 mil mensais e, além da isenção, o texto criou descontos progressivos para salários intermediários. A nova regra impacta diretamente comparações entre CLT e Pessoa Jurídica (PJ).

Segundo o governo federal, a mudança pode alcançar ao menos 15 milhões de brasileiros e a proposta busca reduzir desigualdades no sistema tributário nacional. O reajuste da faixa de isenção eleva o debate para rendimentos mais altos. Isso porque esses salários continuam tributados, mesmo após a reforma.

No mercado de trabalho, muitos profissionais avaliam qual modelo compensa mais. A análise envolve salário líquido, benefícios e flexibilidade. Enquanto a a carteira assinada oferece proteção trabalhista tradicional o trabalho como PJ permite maior autonomia e potencial de ganhos.

Um estudo da Contabilizei analisou os efeitos da reforma do IR e da nova isenção do Imposto do Renda. O levantamento considerou diferentes faixas de renda. A isenção atual é de R$ 3.036 mensais. Já com a mudança, o limite sobe para R$ 5 mil.

Para quem fica totalmente isento, a CLT tende a ser mais vantajosa. O modelo garante FGTS, seguro-desemprego e décimo terceiro salário. Também inclui férias remuneradas e contribuição previdenciária automática.

Já para rendimentos acima de R$ 5 mil, a conta se torna menos simples e outros fatores passam a influenciar a escolha. Como por exemplo a flexibilidade e volume de trabalho entram no cálculo.

Nova isenção do Imposto do Renda desloca análise para salários maiores

A nova isenção do Imposto do Renda desloca o debate para faixas intermediárias. Trabalhadores entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão descontos escalonados. Ou seja, esse grupo passa a pagar menos imposto gradualmente.

Nesse cenário, profissionais CLT ganham um benefício fiscal inédito. Os direitos trabalhistas permanecem garantidos enquanto o alívio tributário melhora a renda líquida mensal.

Charles Gularte, sócio-diretor da Contabilizei, explica a comparação. “Na prática, as pessoas fazem uma conta de compensação. Se a CLT paga R$ 7,5 mil, como PJ cobra R$ 10 mil. Mas uma comparação direta e igual precisa fazer uma conta que não vai levar em consideração apenas o imposto e os benefícios. Tem uma análise mais ampliada, que deve incluir o custo de oportunidade”, diz.

Esse custo envolve a possibilidade de ampliar rendimentos. Além disso, profissionais PJ podem atender vários contratantes. Isso permite aumentar a remuneração mensal.

Especialistas recomendam reservar cerca de 30% do faturamento. Isso porque ele valor pode cobrir férias, aposentadoria e tributos. Com isso, se o ganho líquido superar a CLT, a PJ pode compensar.

Mãos de uma mulher que está sentada em um escritório fazendo anotações em um caderno enquanto faz cálculos em uma calculadora sobre o nova isenção do Imposto do Renda. Crédito: Amnaj Khetsamtip/Shutterstock

Faixa de transição exige atenção a regimes e obrigações

A faixa entre R$ 5.001 e R$ 7.350 exige atenção especial. O novo modelo cria descontos progressivos nesse intervalo e a CLT passa a ter vantagem fiscal inédita.

Para PJs nessa faixa, o cenário muda. O limite do MEI é de R$ 81 mil anuais e isso equivale a cerca de R$ 6,7 mil mensais. Valores superiores exigem enquadramento no Simples Nacional.

Nesse regime, as alíquotas começam em 4,5% e elas variam conforme atividade e faturamento. Para isso, também exige contabilidade mensal e controle rigoroso.

Diego Zacarias dos Santos, diretor da Contabilizei, detalha os desafios. “Nesse regime do Simples Nacional, existe a necessidade de uma contabilidade mensal, controle rigoroso dos tributos e planejamento para garantir recursos para as férias, além de 13º salário. O desafio aumenta, mas o potencial de ganho líquido é maior para quem consegue gerenciar bem as obrigações fiscais e administrativas”, explica.

Com rendimentos acima de R$ 10 mil, a complexidade aumenta. O profissional pode migrar para Lucro Presumido ou Real e a disciplina financeira se torna essencial.

“O potencial de resultado líquido é maior. Mas isso vem acompanhado da maior necessidade por disciplina para gerenciar tributos, planejar provisões para benefícios e administrar todas as obrigações contábeis e legais. Aumentam a complexidade e as responsabilidades administrativas, tornando fundamental o planejamento para evitar prejuízos”, diz Santos.


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