As próximas eleições no Brasil serão decididas pelos idosos, e não por eleitores mais jovens, como sempre aconteceu. De acordo com uma reportagem publicada no jornal O Globo do último domingo (20), os eleitores com 60 anos ou mais já representam 18,6% do total de votantes (27,3 milhões), enquanto que os jovens, com idade entre 16 e 24 anos, representam 15,3% dos eleitores (22,4 milhões).
O responsável pelos números apresentados pelo Globo é o demógrafo José Estáquio Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE. Alves, que utilizou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para seu estudo, acredita que a diferença entre os dois grupos – de 5 milhões de votos – tem força para definir o resultado da próxima eleição.
Em sua avaliação, os eleitores idosos defendem o regime democrático e buscam um candidato capaz de conduzir a economia para a estabilidade, características que sugerem a escolha de um candidato que tenha uma posição central na atual dicotomia política.
Este é o primeiro ano em que o número de eleitores idosos supera o número de mais jovens. Frente a essa novidade, os candidatos terão que repensar suas plataformas de governo e desenvolver políticas voltadas ao público a partir dos 50 anos.
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