O etarismo ainda impacta diretamente a carreira de profissionais sêniors. Na prática, isso significa que muitas pessoas com mais de 60 anos encontram dificuldades para continuar trabalhando, mudar de área ou serem reconhecidas, não por falta de capacidade, mas devido a idade.
Esse cenário se torna ainda mais preocupante quando olhamos para os dados. Segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), daqui a 45 anos, os brasileiros com mais de 60 anos representarão cerca de 37,8% da população, o equivalente a 75,3 milhões de pessoas idosas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil já é a sexta nação com o maior número de idosos no mundo.
Essas informações, divulgadas pela Agência Senado, mostram que o País está envelhecendo rapidamente e muito mais veloz do que países europeus, que tiveram mais de um século para se adaptar.
Mas o que esses números têm a ver com você?
Ao longo da vida profissional, cada pessoa constrói algo que ninguém pode copiar: sua história. Experiências vividas, decisões tomadas, desafios superados e aprendizados acumulados formam a base da marca pessoal sênior.
Quando essa experiência é bem comunicada, ela se transforma em diferencial. Profissionais sêniors tendem a ter mais clareza, equilíbrio emocional e visão de conjunto. Para as empresas, isso significa decisões mais consistentes, menos riscos, ambientes mais humanos e maior longevidade organizacional.
Empresas que reúnem diferentes gerações ganham mais do que diversidade etária: ganham troca de conhecimento, inovação com responsabilidade e culturas mais estáveis. Enquanto os mais jovens trazem velocidade e novas ideias, os sêniors oferecem profundidade, critério e experiência.
Reconhecer a experiência como ativo da marca pessoal é também uma forma de enfrentar o etarismo. Não se trata de negar a idade, mas de reposicionar a narrativa da maturidade.
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