A percepção de que a alta de preços no Brasil tem avançado mais rápido que o bolso do cidadão é uma realidade para a maioria da população.

Segundo dados da pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 5 e 9 de fevereiro, 55% dos brasileiros afirmam que sua renda atual não é suficiente para acompanhar o aumento do custo de vida. Isso resulta em uma perda direta do poder de compra em comparação ao passado recente.

O levantamento, que contou com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país, revela um cenário de aperto financeiro. Enquanto a maioria absoluta se sente prejudicada, apenas 31% dos entrevistados acreditam que seus rendimentos estão empatados com a inflação.

Uma parcela ainda menor, de apenas 12%, declara que seus ganhos superaram o índice de preços, permitindo uma melhora na qualidade de vida.

Percepção da alta de preços atravessa classes sociais e regiões

A insatisfação com a alta de preços não está restrita a um grupo específico. Ela atinge de forma transversal diversas camadas da sociedade. De acordo com a Quaest, a percepção de que a renda ficou para trás é majoritária em todas as faixas salariais. Confira abaixo:

  • Até 2 salários mínimos: 57% sentem a perda do poder de compra.
  • De 2 a 5 salários mínimos: 54% afirmam que a renda não acompanha os preços.
  • Acima de 5 salários mínimos: 53% também relatam dificuldades.

Geograficamente, o sentimento de perda financeira também é generalizado. O Centro-Oeste e o Norte lideram o pessimismo, com 58% dos moradores sentindo o impacto negativo. Em seguida vem o Sudeste (56%), Sul (55%) e o Nordeste (52%).

Uma mão abrindo uma carteira que tem 10 reais e algumas notas, ilustrando o baixo poder de compra em meio a alta de preços. Crédito: rafastockbr/Shutterstock

Percepção sobre renda influencia avaliação do governo

A dificuldade em fechar as contas no fim do mês reflete diretamente na avaliação política do país. Para especialistas, a sensação de perda de poder aquisitivo cria uma barreira entre os indicadores macroeconômicos positivos (como o crescimento do PIB e a queda do desemprego) e a percepção real de bem-estar das famílias.

Segundo o cientista político e sócio-fundador da Quaest, Felipe Nunes, os dados ajudam a explicar por que indicadores econômicos positivos nem sempre se traduzem em maior aprovação do governo.

"Como a pesquisa mostra, a renda das pessoas não está acompanhando suas despesas. Só 15% dizem ter rendimento acima do custo de vida, a ponto de afirmar que vivem melhor. É pouca gente", diz Nunes.

A avaliação do governo também varia conforme essa percepção econômica. Entre os entrevistados que afirmam que a renda não acompanha o custo de vida, 64% desaprovam a gestão federal e 30% aprovam.

Já entre aqueles que dizem que os ganhos superaram a inflação e que vivem melhor, o cenário é inverso. O total de 79% aprovam o governo, enquanto 19% desaprovam.


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