Viver mais e melhor exige planejamento. Com o aumento da expectativa de vida, viver até 100 anos se tornará algo cada vez mais comum. Nessa realidade, o planejamento financeiro muda e precisa ser revisto para que contemple, da melhor forma possível, a vida dos mais longevos.
A capa da revista inglesa “The Economist”, de agosto de 2023, destaca o tema “Vivendo até os 120”. O conteúdo publicado evidencia que, apesar de atualmente ser algo raro, atingir 120 anos poderá ser uma razoável ambição. Um cenário possível com o desenvolvimento da ciência para prolongar a vida.
Esse tipo de conteúdo continua atual, principalmente ao considerar os dados de aumento de expectiva de vida no Brasil e no mundo. O Brasil, por exemplo, enfrenta um acelerado processo de envelhecimento populacional. De acordo com dados recentes do IBGE, até 2070, cerca de 37,8% da população será formada por pessoas com 60 anos ou mais.
O aumento da expectativa de vida muda a relação com as finanças. Por exemplo, enquanto um planejamento financeiro tradicional fica obsoleto, aplicações financeiras de maior risco ganham espaço nas carteiras dos que vão viver mais.
Capa da revista "The Economist"/Crédito: The Economist/Divulgação
O aumento da expectativa de vida altera a perspectiva do futuro
Segundo o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas (ONU), a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 40% nos últimos 60 anos. Enquanto se vivia cerca de 53 anos, atualmente se vive em torno de 74 anos. Nesse ritmo, daqui a 60 anos a expectativa de vida dos brasileiros tende a superar 100 anos.
Viver mais, dessa forma, altera a perspectiva de futuro. Ao alcançar 60 anos, ainda há muito para se viver. Há um futuro inteiro pela frente com projetos e sonhos a se realizarem. E, para isso, é preciso ter planejamento financeiro, o que altera a relação com o dinheiro.
Segundo Jurandir Macedo, professor de finanças pessoais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutor em finanças comportamentais, em entrevista ao Valor Investe, “muita gente chega aos 60 anos cheio de vontade de viver e aquele planejamento financeiro para a aposentadoria foi alterado. A velhice de hoje é diferente”.
Além disso, o aumento da expectativa de vida muda o tipo de planejamento financeiro. No lugar de pensar em juntar dinheiro para a aposentadoria, é preciso se organizar para ter uma vida após a aposentadoria. Esse é o conceito da Longevidade Financeira, tão falado pelo Instituto de Longevidade.
De acordo com o professor da UFSC, para o Valor Investe, “ainda é forte a ideia de que uma pessoa com 60 anos precisa se preparar para morrer. Mas isso não é necessariamente uma verdade. Atualmente, alguém com essa idade tem tempo para navegar nas oscilações sem perder”.
A Longevidade Financeira é um processo de organização do dinheiro para uma vida mais longeva. Ao compreender que a expectativa de vida aumentou, é necessário que haja uma reserva financeira para que essa vida seja plena.
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