Viver mais e melhor exige planejamento. Com o aumento da expectativa de vida, viver até 100 anos se tornará algo cada vez mais comum. Nessa realidade, o planejamento financeiro muda e precisa ser revisto para que contemple, da melhor forma possível, a vida dos mais longevos.

A capa da revista inglesa “The Economist” de agosto destaca o tema “Vivendo até os 120”. O conteúdo publicado evidencia que, apesar de atualmente ser algo raro, atingir 120 anos poderá ser uma razoável ambição. Um cenário possível com o desenvolvimento da ciência para prolongar a vida.

O aumento da expectativa de vida muda a relação com as finanças. Por exemplo, enquanto um planejamento financeiro tradicional fica obsoleto, aplicações financeiras de maior risco ganham espaço nas carteiras dos que vão viver mais.

A capa da revista The Economist, que aborda o tema Capa da revista "The Economist"/Crédito: The Economist/Divulgação 

O aumento da expectativa de vida altera a perspectiva do futuro

Segundo o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas (ONU), a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 40% nos últimos 60 anos. Enquanto se vivia cerca de 53 anos, atualmente se vive em torno de 74 anos. Nesse ritmo, daqui a 60 anos a expectativa de vida dos brasileiros tende a superar 100 anos.

Viver mais, dessa forma, altera a perspectiva de futuro. Ao alcançar 60 anos, ainda há muito para se viver. Há um futuro inteiro pela frente com projetos e sonhos a se realizarem. E, para isso, é preciso ter planejamento financeiro, o que altera a relação com o dinheiro.

Segundo Jurandir Macedo, professor de finanças pessoais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutor em finanças comportamentais, em entrevista ao Valor Investe, “muita gente chega aos 60 anos cheio de vontade de viver e aquele planejamento financeiro para a aposentadoria foi alterado. A velhice de hoje é diferente”.

Além disso, o aumento da expectativa de vida muda o tipo de planejamento financeiro. No lugar de pensar em juntar dinheiro para a aposentadoria, é preciso se organizar para ter uma vida após a aposentadoria. Esse é o conceito da Longevidade Financeira, tão falado pelo Instituto de Longevidade.

De acordo com o professor da UFSC, para o Valor Investe, “ainda é forte a ideia de que uma pessoa com 60 anos precisa se preparar para morrer. Mas isso não é necessariamente uma verdade. Atualmente, alguém com essa idade tem tempo para navegar nas oscilações sem perder”.

A Longevidade Financeira é um processo de organização do dinheiro para uma vida mais longeva. Ao compreender que a expectativa de vida aumentou, é necessário que haja uma reserva financeira para que essa vida seja plena.  


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