A expectativa de vida da mulher brasileira é, em média, sete anos maior do que a dos homens atualmente. Esse dado do IBGE confirma que o sexo feminino possui uma vantagem biológica e comportamental desde o nascimento.
Essa longevidade superior começa a se manifestar ainda durante a fase de gestação. As estatísticas mostram que meninas apresentam maior resistência biológica contra complicações neonatais e mortalidade infantil precoce.
De acordo com a especialista em gerontologia, Maria Angélica Sanchez, "culturalmente, a mulher começa a ir ao médico muito mais cedo para fazer as suas prevenção. Quando começa a vida sexualmente ativa, ela começa a procurar um ginecologista e, a partir daí, ela começa a fazer todos os seus exames".
O estilo de vida também influencia diretamente na expectativa de vida da mulher brasileira. Elas costumam frequentar serviços de saúde com maior regularidade e realizam exames preventivos de forma mais constante.
O papel do estrogênio é fundamental para proteger o coração, os ossos e os músculos. Esse hormônio ajuda a manter níveis saudáveis de colesterol até o período da menopausa.
Após a fase reprodutiva, os benefícios acumulados pelo estrogênio continuam impactando positivamente a sobrevivência. No entanto, é nesse momento que surgem os novos desafios para a saúde feminina.
O grande paradoxo é que viver mais não significa necessariamente envelhecer com total saúde. Muitas vezes, os anos adicionais são acompanhados por limitações físicas e necessidades de cuidados contínuos.
Expectativa de vida da mulher brasileira e o paradoxo da saúde
A expectativa de vida da mulher brasileira reflete uma maior sobrevida, mas com alta incidência de doenças crônicas. Elas enfrentam mais anos convivendo com limitações funcionais e dores constantes do que os homens na velhice.
As mulheres tendem a morrer menos de forma súbita em comparação ao público masculino. Porém, o tempo de convivência com enfermidades incapacitantes acaba sendo consideravelmente maior para elas.
Essa realidade é definida na geriatria como o paradoxo da longevidade feminina atual. O fenômeno indica que viver mais nem sempre significa viver com plena qualidade de vida.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, elas exigem acompanhamento médico prolongado e redes de apoio. A estrutura de cuidado precisa ser ampla para lidar com as demandas da terceira idade.
O estrogênio, embora protetor, deixa de atuar com a mesma intensidade após a menopausa. Isso abre espaço para o surgimento de condições que afetam a autonomia feminina no dia a dia.
Investir em prevenção ao longo da jornada é o caminho para mitigar esses danos físicos. Nesse contexto, a atividade física e a saúde mental são pilares essenciais para uma velhice mais independente.
É fato que a expectativa de vida da mulher brasileira deve ser celebrada como uma grande conquista social. Por outro lado, o sistema de saúde precisa estar pronto para oferecer suporte às doenças crônicas acumuladas. Não basta apenas estender a vida, é preciso garantir dignidade nos anos finais de jornada.
Crédito: PeopleImages/Shutterstock
Doenças comuns que impactam a expectativa de vida da mulher brasileira
A maior sobrevida feminina traz à tona condições que impactam a rotina e a independência. Confira abaixo os principais desafios de saúde que surgem com o avançar da idade:
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Osteoporose e perda de massa óssea
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Artrose e limitações articulares
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Dores crônicas persistentes
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Depressão e transtornos de ansiedade
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Demências e declínio cognitivo
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Necessidade de cuidados contínuos
Com diversas necessidades, a expectativa de vida da mulher brasileira exige uma visão mais completa sobre o envelhecimento humano. Cuidar do corpo e da mente é a estratégia principal para manter a qualidade de vida.
Pilares para manter a qualidade de vida
Para garantir que a longevidade seja aproveitada com saúde, é preciso adotar estratégias específicas. Segundo Maria Angélica Sanchez, "para se alcançar o envelhecimento saudável, nós já temos um arsenal de condições. Para começar, o investimento em saúde."
Confira a seguir os quatro pontos fundamentais para um envelhecimento feminino mais saudável e equilibrado:
1. Prevenção contínua
Investir em exames de rotina permite identificar problemas antes que eles se tornem graves ou incapacitantes. A expectativa de vida da mulher brasileira aumenta quando o diagnóstico é feito precocemente.
2. Atividade física regular
Manter o corpo em movimento protege os ossos e fortalece a musculatura contra quedas. Exercícios ajudam a combater a osteoporose e melhoram a circulação sanguínea de forma geral.
3. Saúde mental
O cuidado emocional é essencial para evitar quadros de depressão e ansiedade na velhice. Manter conexões sociais e atividades intelectuais preserva a função cognitiva por muito mais tempo.
4. Acompanhamento médico especializado
O suporte de geriatras e especialistas ajuda a gerenciar o uso de medicamentos e doenças crônicas. Ter uma estratégia de cuidado bem definida é o segredo para a longevidade feminina saudável.
Estratégias futuras para a expectativa de vida da mulher brasileira
O grande desafio do século XXI é garantir que a autonomia seja preservada até o fim. A expectativa de vida deve caminhar junto com políticas públicas de saúde e suporte social eficiente.
É preciso adaptar as cidades e os serviços para acolher uma população feminina cada vez mais idosa. Isso inclui acessibilidade, lazer e atendimento médico humanizado em todas as regiões.
A busca por qualidade de vida é um esforço que deve começar ainda na juventude. Hábitos saudáveis cultivados hoje determinam como serão os anos adicionais de vida amanhã.
Na websérie exclusiva do Instituto de Longevidade, a temática do envelhecimento saudável foi abordada. A especialista Maria Angélica Sanchez pontuou os motivos das mulheres viverem mais. Confira abaixo:
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