Fraudes relacionadas a dinheiro estão em alta no Brasil e já fazem parte da realidade de milhões de pessoas. Dados do Banco Central do Brasil e do FGC mostram que 26% dos brasileiros foram vítimas de alguma ação do tipo nos dois anos anteriores. Trata-se de um número que acende o alerta para a necessidade de saber o que fazer para evitar golpes financeiros.

Cartões clonados, transferências via PIX e falsas promessas de investimento estão entre os casos mais comuns. Em um cenário de digitalização acelerada e uso crescente de inteligência artificial, entender como evitar golpes financeiros se tornou uma habilidade essencial no dia a dia.

Para evitar golpes financeiros é preciso saber reconhecer investimentos fraudulentosFoto: waname.Ss/shutterstock

Cartão, PIX e investimentos: os golpes financeiros mais comuns

A pesquisa do Banco Central aponta que os golpes mais recorrentes estão ligados ao uso cotidiano do sistema financeiro. As fraudes com cartão lideram, atingindo 14% das vítimas. Na sequência aparecem os golpes em transações eletrônicas, como o PIX, com 10%, e os golpes de investimento, com 8%.

Esses números mostram que o risco não está apenas em grandes decisões financeiras, mas também em ações simples do dia a dia, o que reforça a importância de aprender como evitar golpes financeiros desde as operações mais básicas.

Por que tantas pessoas ainda caem em golpes?

Para Thiago Martello, planejador financeiro e fundador da Martello EF, o aumento das fraudes não pode ser explicado por um único fator. Segundo ele, há uma combinação de elementos. Entre eles: sofisticação crescente dos golpistas, com uso de inteligência artificial, vídeos e clonagem de voz; falta de informação financeira; e excesso de confiança nas relações digitais.

Além disso, há um ponto central que se destaca: “As pessoas fazem tudo no automático. Não param para ler, refletir ou questionar", afirma.  De acordo com Martello, a rotina acelerada leva a decisões impulsivas, o que facilita a ação dos criminosos. “Quando a pessoa não presta atenção aos detalhes, fica muito mais fácil cair em armadilhas cada vez mais bem elaboradas”, diz.

Outro erro frequente, segundo o especialista, é a tendência de projetar nos outros os próprios valores. “Se você não faria algo errado, acredita que o outro também não faria".

Essa visão, embora comum, pode ser perigosa no ambiente digital. Para ele, desenvolver um olhar mais atento - e até desconfiado - é parte fundamental de quem busca como evitar golpes financeiros.

Como evitar golpes financeiros no dia a dia

Embora os golpes estejam mais sofisticados, a prevenção ainda passa por hábitos simples, que muitas vezes são negligenciados. Entre eles, manter atenção ativa às transações e, antes de qualquer pagamento ou transferência, ler as informações com calma, conferir dados do destinatário, e questionar pedidos fora do padrão. Criar esse pequeno “tempo de pausa” já reduz significativamente o risco.

Martello explica que o próprio sistema financeiro oferece mecanismos que ajudam quem quer entender como evitar golpes financeiros na prática, como determinar limites personalizados para PIX; criar alertas de movimentação; e bloqueios para abertura de contas sem autorização.

Segundo o especialista, essas ferramentas funcionam como barreiras contra decisões impulsivas. “Se existe um limite, você é obrigado a parar e pensar antes de agir”, explica.

Conhecimento básico do mercado

A falta de referência também abre espaço para fraudes, especialmente em investimentos. Por isso, a recomendação é acompanhar taxas praticadas no mercado; entender retornos médios de aplicações; e consumir informações de fontes confiáveis.

Quando uma proposta parece boa demais, é importante investigar. “O Brasil já tem uma das maiores taxas de juros do mundo. Promessas muito acima disso devem acender um alerta. A ganância também é uma das principais razões que podem levar alguém a perder dinheiro”, destaca Martello.

Outro ponto importante é entender que golpistas frequentemente utilizam a imagem de especialistas ou influenciadores para ganhar credibilidade. No entanto, número de seguidores não é garantia de segurança.

"Verificar registros, histórico e vínculo com instituições reconhecidas é fundamental para quem quer saber como evitar golpes financeiros, especialmente no universo dos investimentos", orienta Martello.

Ele ressalta que em um ambiente onde os golpes se tornam cada vez mais sofisticados, a atenção e a informação continuam sendo a forma mais eficaz de proteção.


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