Entender quanto custa se mudar para outra cidade pode ser uma das primeiras perguntas para algumas pessoas. Seja para quem recebeu uma proposta de emprego em outro estado, decidiu recomeçar ou simplesmente quer viver novos e ter mais qualidade de vida.

A resposta, porém, raramente cabe em um número só. O valor real de uma mudança vai muito além do caminhão que leva os móveis. Envolve caução de aluguel, taxas administrativas, gastos com instalação de serviços, adaptações no imóvel.

Ou seja, uma série de despesas que costumam aparecer só depois que as caixas já estão empilhadas. Isso considerando que vai morar de aluguel. Para quem busca a casa própria, a organização deve ser ainda maior.

Planejar com antecedência é o que separa uma mudança tranquila de uma que consome a reserva financeira nos primeiros meses. Por isso, vale conhecer cada camada desse custo.

O transporte dos pertences

O serviço de mudança interestadual é, geralmente, o maior gasto isolado do processo. Para trajetos de até 300 km, os valores giram em torno de R$ 2.500, segundo o Guia de Mudanças. Por outro lado, rotas mais longas variam bastante. De São Paulo para o Rio de Janeiro, por exemplo, o frete completo pode ficar em torno de R$ 4.200. Já de Curitiba para São Paulo, cerca de R$ 4.600.

Em trajetos que cruzam o país, como do Distrito Federal para a Paraíba, os preços podem chegar a R$ 15.000. Tudo depende do volume transportado. Ou seja, entender quanto custa se mudar para outra cidade significa muito cálculo e planejamento.

Uma alternativa para quem não tem pressa é a mudança compartilhada. Nesse modelo, o espaço do caminhão é dividido com outra pessoa indo para o mesmo destino. Segundo algumas empresas especialistas em mudança, esse sistema pode reduzir o custo total em até 40%. Ele é ideal para volumes entre 10 m³ e 15 m³, que costuma corresponder a apartamentos pequenos ou mudanças com poucos itens.

Em trajetos como São Paulo-Rio de Janeiro, enquanto o caminhão exclusivo sai por volta de R$ 8.500, a modalidade compartilhada pode ficar entre R$ 3.200 e R$ 3.750.

E quanto custa se mudar para outra cidade antes de entrar no imóvel?

Mas, afinal, quanto custa se mudar para outra cidade? Antes de colocar uma caixa sequer no novo lar, já existe uma série de gastos.

O primeiro é a caução, exigida na grande maioria dos contratos de aluguel. O valor costuma corresponder a dois meses de aluguel. Por isso, é preciso ter um valor separado só para essa garantia. Importante lembrar que ele será devolvida ao final do contrato se o imóvel estiver em bom estado.

Há ainda o primeiro mês de aluguel, pago adiantado na assinatura do contrato, e possíveis taxas administrativas cobradas pela imobiliária. Além do aluguel, ficam sob responsabilidade do inquilino o condomínio, o IPTU, a coleta de lixo, o seguro incêndio e a energia elétrica. A ligação de serviços como água, gás e internet também entra na conta de instalação.

Quem mora em imóvel alugado e precisa romper o contrato antes do prazo pode ter de pagar multa por rescisão antecipada. Esse valor é geralmente equivalente a três aluguéis vigentes na data da rescisão. A exceção prevista na Lei do Inquilinato é para quem é transferido pelo empregador. Nesse caso, basta notificar o proprietário por escrito com no mínimo 30 dias de antecedência e apresentar comprovante da transferência para ficar isento da multa.

Mãos femininas embacotando itens e uma caixa de mudança. Ao redor, muitas caixas de mudança, ilustrando a matéria sobre quanto custa se mudar para outra cidade. Crédito: Indypendenz/Shutterstock

Os custos que ninguém lista na planilha

Além dos gastos óbvios, uma mudança de cidade traz despesas que só aparecem depois que a rotina começa. Adaptações na moradia, como pequenos reparos e compra de cortinas, atualização de endereço em cadastros, transferência do carro, taxas de ligação de serviços e diferenças no custo de supermercados e delivery são exemplos de gastos que, somados, fazem uma boa diferença no fim do mês.

O custo de vida da nova cidade também precisa entrar na equação. Os valores, em geral, seguem muito influenciados pelo aumento no preço do diesel, pedágios mais caros e inflação acumulada nos últimos anos. Quem se muda para capitais como São Paulo ou Brasília costuma sentir um impacto significativo no orçamento mensal em relação a cidades menores.

Reservar um fundo de emergência é uma estratégia indispensável, principalmente nos primeiros meses em outra cidade, quando os imprevistos são mais frequentes. A recomendação geral é prever uma margem de 20% sobre o total estimado para cobrir o que não estava no planejamento.

Como economizar na mudança?

Reduzir o volume de itens é a forma mais eficiente de baixar o custo do frete. Vender parte da mobília mais pesada e eletrodomésticos pode ser uma boa forma de ajudar a pagar a mudança.

Entender quanto custa se mudar para outra cidade significar pensar em organização financeira. Pedir três orçamentos comparáveis, com a mesma lista de itens, os mesmos endereços e a mesma janela de horário, é essencial para comparar propostas de forma justa e evitar taxas surpresa.

Além disso, é importante evitar datas de pico, como fins de semana, feriados e final de mês, pois isso costuma resultar em preços melhores.

Antes de partir, pesquise a cidade de destino

Fazer esse mapeamento antes de empacotar a mudança ajuda a evitar escolhas apressadas, especialmente quando a troca de cidade acontece por trabalho, estudo ou necessidade familiar.

Transporte disponível, segurança, oferta de comércio e serviços de saúde são indicadores muito importantes para estar atento. Ainda, o tempo de deslocamento até o trabalho são critérios que impactam diretamente a qualidade de vida no novo endereço.

E para quem está pensando no longo prazo, há um fator que poucos consideram na hora de escolher uma cidade. É importante pensar o quanto ela está preparada para acolher bem seus moradores ao longo do envelhecimento. Saber quanto custa se mudar para outra cidade também envolve perceber quanto a cidade está preparada a vivência das pessoas ao longo do tempo.

Calçadas acessíveis, transporte público eficiente, oferta de serviços de saúde de qualidade, áreas verdes, segurança e comércio próximo de casa. Esses são critérios que fazem diferença para qualquer pessoa, mas que se tornam ainda mais urgentes quando a população envelhece.

Cidades que investem em infraestrutura para idosos acabam sendo cidades mais funcionais, mais humanas e mais confortáveis para todos os seus moradores, independentemente da idade.

Não à toa, o debate sobre cidades amigáveis ao envelhecimento ganhou força nos últimos anos. Segundo o IBGE, o Brasil terá mais de 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos até 2043. As cidades que já se preparam para isso hoje tendem a oferecer melhor qualidade de vida para toda a população.

Criança que aprende a andar, adulto que usa cadeira de rodas após um acidente, idoso que depende de transporte acessível. Todos se beneficiam do mesmo ambiente urbano bem planejado. Uma cidade que cuida bem de quem mais precisa de suporte é uma cidade que cuida bem de todo mundo.


Realizar sonhos exige planejamento

Até mesmo para realizar os seus sonhos é necessário ter planejamento. Para isso, baixe a planilha abaixo e saiba como a organização financeira pode te ajudar a alcançar os seus objetivos de vida!

Planilha de Realização de Sonhos

Quer comprar uma casa, um carro ou fazer uma viagem inesquecível? Tire seus sonhos do papel com a nossa planilha GRATUITA!

Livro

Leia também:

Cohousing: você já pensou em morar nessa alternativa inovadora?

Morar perto do mar aumenta a expectativa de vida, aponta estudo

Você já sabe onde vai morar quando ficar mais velho?

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade MAG em seu e-mail. Inscreva-se: