Musculação faz bem para o cérebro de pessoas idosas. É isso que diz um estudo recente da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Isso porque a saúde do cérebro é um dos fatores capazes de evitar diversos problemas neurológicos em pessoas idosas. Segundo a pesquisa, idosos que praticam exercícios aeróbicos e de musculação possuem um cérebro mais saudável em comparação aos sedentários.

A pesquisa, publicada na revista GeroScience, aponta diversas vantagens da prática de atividades aeróbicas e da musculação. Entre elas, a agilidade no raciocínio e a capacidade de mudar ou adaptar o pensamento. Benefícios que podem ser vistos nas funções cognitivas de pessoas idosas.

Segundo os autores da pesquisa, Brian Ho e Ronald Cohen, esse entendimento pode levar a novos métodos que ajudam na saúde de idosos. “As descobertas não só oferecem esperança para um envelhecimento saudável. Também apresentam uma abordagem prática para manter ou mesmo melhorar a saúde cognitiva nas últimas décadas de vida”, comentam.

Musculação e exercícios físicos promovem um cérebro mais saudável

A pesquisa foi feita com a avaliação da função cognitiva de 184 idosos saudáveis. Os participantes tinham entre 85 e 99 anos e foram submetidos a diversos testes cognitivos. Além disso, foi necessário que eles detalhassem seus hábitos de atividades físicas.

Cerca de 70% dos idosos participantes indicaram já praticar algum exercício físico antes da pesquisa.

Aqueles que praticavam exercícios aeróbicos, como natação, ciclismo ou atividades de força, apresentaram melhor desempenho cognitivo. Mesmo com baixa ou alta intensidade, longa ou pouca duração dos exercícios, os resultados foram positivos.

Os que praticavam exercícios focados no coração e de força, como a musculação, tiveram um desempenho ainda melhor em algumas atividades cognitivas. Por exemplo, em atividades específicas, como a codificação de símbolos, os voluntários demonstraram melhor entendimento das situações.

A conclusão dos autores do estudo foi que “os resultados não são apenas números. Eles representam habilidades de pensamento do mundo real que podem afetar a qualidade de vida daqueles que estão entrando na idade dourada”

Um homem asiátivo com cerca de 40 anos fazendo musculação ao levantar um peso de mão. Crédito: aslysun/Shutterstock

O papel da força muscular na longevidade cognitiva

A ciência tem demonstrado que o impacto de puxar ferro vai muito além da estética. É necessário para a vida. Quando analisamos como o físico é afetado pelo passar dos anos, percebemos que a força muscular atua como um biomarcador de longevidade.

Exercícios de força soltam substâncias no corpo que funcionam como um "adubo" para as células do cérebro. Na prática, esse "adubo químico" ajuda a criar novos neurônios. Além de fortalecer as conexões entre eles, como se estivesse reformando as "estradas" da mente para o pensamento fluir mais rápido.

Para o idoso, manter a musculatura ativa é sinônimo de preservar a autonomia. Dessa forma, garante que a qualidade de vida permaneça alta mesmo em idades avançadas. Além da resistência muscular, a prática regular ajuda a combater o declínio cognitivo leve. Essa, por sua vez, podem preceder doenças mais graves como o Alzheimer.

Metabolismo e prevenção de doenças crônicas

Um ponto crucial que o estudo reforça é que a prática de atividade física frequente altera a composição corporal de forma benéfica. Ao combinar musculação com alguma atividade aeróbica, o idoso otimiza o seu gasto calórico diário. Isso é fundamental para a perda de peso sustentável e o controle da gordura corporal.

Esse cuidado é importante para evitar o surgimento de diabetes tipo 2, por exemplo. Ainda ajuda a evitar outros problemas que podem comprometer a saúde mental e cardiovascular. Quando as pessoas começam a praticar exercícios, elas percebem que os benefícios vão além de sensação de bem estar. Ajuda o coração bombeia melhor o sangue e o oxigênio chega com mais facilidade às células cerebrais.

Como obter massa muscular durante o processo de envelhecimento?

Conseguir massa muscular, com o envelhecimento, pode ser um tanto desafiador. Isso porque, após completar 40 anos, ocorre uma redução na produção hormonal e no tônus muscular, enquanto o acúmulo de gordura aumenta. Com isso, pessoas mais velhas podem enfrentar maiores dificuldades ao iniciar atividades físicas, especialmente se tiverem um histórico de sedentarismo.

Porém aumentar a massa muscular não é algo impossível. A combinação de bons hábitos alimentares e musculação pode proporcionar o ganho de massa magra. O acompanhamento de profissionais de educação física e nutrição é um fator importante para obter bons resultados. Além da supervisão, a orientação profissional auxilia nas necessidades individuais, sempre respeitando os limites do corpo.

Além do aumento da capacidade cardiorrespiratória também existe a promoção de bem-estar. Isso porque as atividades físicas e a musculação ainda ajudam a evitar diversos problemas de saúde.

Por isso, adotar uma rotina saudável pode iniciar um ciclo positivo, no qual os níveis hormonais se elevam. Dessa forma, o corpo adquire massa magra e o indivíduo experimenta maior disposição.

O consumo adequado de proteínas também desempenha um papel essencial no desenvolvimento da massa muscular. Para alcançar esse objetivo, é preciso ajustar a ingestão desse nutriente ao longo do dia. Sempre com o acompanhamento nutricional adequado.

A hidratação é igualmente fundamental para quem busca tonificar o corpo. Além dos diversos benefícios associados à água, as fibras musculares são compostas por 75% a 85% desse líquido vital.


Para começar a musculação, é preciso determinados cuidados. Dessa forma, é possível evitar lesões e diversos outros problemas. Com o Programa de Benefícios ViverMais, os associados contam com suporte de profissionais de nutrição e de educação física. As consultas podem ser feitas por telefone ou vídeo chamada.

Além disso, associados ainda possuem atendimento 24 horas para emergências

Torne-se um associado e tenha esses e outros benefícios na palma de suas mãos. 

Leia também:

Pilares para envelhecer bem: conheça três fundamentos para viver melhor

Solidão entre pessoas idosas é um risco para a saúde; aponta pesquisa

Hábitos saudáveis para viver mais: como ter mais 24 anos de vida?

Compartilhe com seus amigos

Receba os conteúdos do Instituto de Longevidade em seu e-mail. Inscreva-se: