O termo "superidoso" tem sido usado para nomear pessoas que chegam aos 90 anos cheias de vitalidade e com saúde mental em dia. De acordo com Daniel Daneshvar, chefe da Divisão de Reabilitação de Lesões Cerebrais na Spaulding Rehabilitation Hospital, afiliada à Harvard, um superidoso é aquele que consegue evitar demências e outras doenças e transtornos relacionados ao cérebro, como o Alzheimer.
Daniel explicou, em entrevista ao Estadão, que muitos estudos sugerem que é possível evitar o declínio das funções cerebrais, ainda que o cérebro de fato diminua de volume ao longo do tempo. Acredita-se que o tamanho fique cerca de 5% menor a cada década, o que afeta especialmente a capacidade de memória e o aprendizado.
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Estudo de Harvard mostra que é possível se tornar um superidoso com a adoção de alguns hábitos
Segundo pesquisadores de Harvard, em publicação na edição de novembro de 2021 do Cerebral Cortex, é possível evitar alguns problemas relacionados à diminuição do volume cerebral. A informação se baseia no estudo de 40 superidosos, que tiveram seu cérebro escaneados ao realizarem um teste de memória. Esse estudo mostrou que o desempenho desses idosos foi semelhante ao de pessoas mais jovens. Mas o que eles fizeram para ter esses resultados?
O estudo mostrou que a genética é algo importante quando se trata de envelhecimento cerebral. Entretanto, mostrou também que os superidosos cultivavam alguns hábitos comuns e saudáveis que os ajudaram a proteger as funções cerebrais. Confira são eles:
Eles ingerem alimentos saudáveis
A alimentação é peça-chave para o envelhecimento saudável e isso não é novidade. Porém, boa parte dos superidosos seguem dietas ricas em antioxidantes, polifenóis e omega-3. Ou seja, eles consomem frutas vermelhas, grãos integrais, peixes gordurosos e oleagenosas de forma regular.
Superidosos são mais ativos
Superidosos praticam atividade física habitualmente. Eles priorizam o exercício física na rotina e isso ajuda a manter não apenas o corpo saudável, mas também as celulas cerebrais. Estudos indicam que as partes responsáveis pela memórias e pensamentos são maiores em volume nas pessoas que se exercitam.
Têm mais relacionamentos
Já se sabe que ser sociável é algo fundamental para uma velhice mais feliz e saudável. Os estudos também mostraram que os superidosos têm um bom ciclo de relações sociais, o que os ajuda a conquistar um cérebro mais saudável. O isolamento, ao contrário, pode causar tristeza, depressão e vários outros problemas de saúde mental.
Eles aprendem o tempo todo
Superidosos se desafiam a aprender, o que significa que exercitam o cérebro ao saírem da zona de conforto. Que tal aprender um novo idioma, um novo hobby ou simplesmente fazer um novo caminho ao realizar caminhadas? Aprender coisas novas é essencial para exercitar a memória ao longo do envelhecimento.
Dormem bem
Finalmente, os estudos mostraram a importância do sono para eliminar resíduos metabólicos que ficam acumulados no início da doença de Alzheimer. Ou seja, quem dorme entre sete e nove horas por noite também está ajudando a preservar o cérebro. Já quando um idoso frequentemente dorme mal, ele está automaticamente prejudicando suas funções cerebrais também.
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