O patrimônio de Cid Moreira, avaliado em cerca de R$ 60 milhões, não será dividido entre seus filhos. Essa informação vem do testamento público deixado pelo famoso locutor e apresentador, que faleceu aos 97 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Cid, que manteve uma relação distante com seus filhos nos últimos anos, decidiu não incluir Rodrigo e Roger Moreira na herança. A decisão gerou uma batalha judicial após a morte do comunicador, com os filhos entrando com um pedido de inventário.
Cid Moreira era amplamente conhecido por sua longa carreira no jornalismo. Seu patrimônio inclui R$ 40 milhões em imóveis e R$ 20 milhões em contratos de direitos autorais. A decisão de deserdar seus filhos, relatada pelo advogado da viúva Fátima Sampaio Moreira, Davi de Souza Saldaño, foi baseada em "indignidade", conforme previsto no Código Civil brasileiro. O apresentador, segundo seu advogado, revisava o testamento anualmente, sempre acompanhado de laudos médicos que comprovavam sua plena capacidade civil.
A disputa pelo patrimônio de Cid Moreira
A questão do patrimônio de Cid Moreira veio à tona logo após sua morte. Com a perda do pai, Rodrigo e Roger pediram à Justiça a abertura do inventário. Eles alegaram, em seu pedido, não ter condições financeiras para arcar com o processo, solicitando gratuidade judicial. O patrimônio, avaliado em R$ 60 milhões, rapidamente se tornou o centro das atenções, com os filhos relembrando supostos danos psicológicos causados pelo pai durante o segundo casamento com Fátima.
A defesa da viúva, no entanto, considerou o pedido dos filhos "lamentável e inoportuno". Foi ressaltado que a abertura do inventário ocorreu poucas horas após o falecimento de Cid. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Saldaño contou que “a postura demonstra, de forma indisfarçável, que eles nunca tiveram interessados em outra coisa senão o patrimônio do pai".
Crédito: Carlos Leandro
Testamento público e a exclusão dos filhos
Em seu testamento, Cid Moreira deixou claro seu desejo de deserdar os filhos. Uma decisão tomada após anos de distanciamento e disputas familiares. A relação conturbada foi agravada por uma ação judicial movida por Roger e Rodrigo em 2021, quando tentaram interditar o pai, alegando que Fátima estaria se apropriando indevidamente do patrimônio. Entre as acusações, os filhos apontaram a venda de 11 dos 18 imóveis do pai e a transferência de valores para o exterior.
Mesmo diante dessas alegações, o comunicador sempre defendeu sua sanidade e a legitimidade de suas decisões financeiras. Em entrevistas anteriores, Cid afirmou que os filhos agiram por interesse financeiro, negando veementemente as acusações de alienação e maus-tratos.
A disputa pelo patrimônio de Cid Moreira promete seguir nas esferas judiciais, enquanto seu legado no jornalismo permanece intocável.
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