O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL) está prestes a ganhar uma nova edição. Em julho de 2026, o Brasil vai conhecer os resultados mais recentes dessa pesquisa, que já se tornou referência nacional sobre a preparação das cidades para o envelhecimento da população.

A expectativa é grande, e a confiança também. Isso porque há dez anos, o índice vem sendo construído com rigor pelo Instituto de Longevidade MAG, uma instituição dedicada a estudar a longevidade brasileira.

O papel das cidades no envelhecimento do Brasil

É sempre importante lembrar que o Brasil envelhece rapidamente. Segundo o Censo 2022 do IBGE, a proporção de pessoas com 65 anos ou mais já ultrapassa 15% da população, um salto expressivo em relação às décadas anteriores.

Esse movimento não afeta apenas a vida das pessoas mais velhas. Ele muda a forma como as cidades precisam se organizar.

Saúde, mobilidade, segurança, lazer e oportunidades de trabalho fazem parte dessa equação. Uma cidade pensada para o envelhecimento da população tende a oferecer mais qualidade de vida para todos os seus moradores, em qualquer fase da vida. É justamente essa relação entre longevidade e espaço urbano que motivou a criação de uma pesquisa dedicada ao tema.

O que é o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade?

O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade é uma pesquisa que avalia o grau de preparação dos municípios brasileiros para o envelhecimento de suas populações.

A iniciativa é do Instituto de Longevidade MAG, uma instituição do Grupo MAG que auxilia os brasileiros a viverem mais e melhor por meio da elaboração de pesquisas, da produção de conteúdo especializado e da formação de uma comunidade engajada e participativa.

O índice não mede apenas a presença de idosos em cada cidade. Vai muito além disso. Ele também analisa as condições reais que essas cidades oferecem para que as pessoas envelheçam com qualidade, como saúde, economia e aspectos socioambientais.

O que está por trás da criação do IDL?

A criação do IDL partiu de uma ideia simples: viver mais só faz sentido se for possível viver bem. Até então, faltava no Brasil um instrumento capaz de mostrar, de forma organizada, como cada município estava se preparando para essa transformação demográfica.

Antonio Leitão, Especialista em Longevidade do Instituto de Longevidade MAG, resume bem esse ponto.

"A motivação principal para a criação do IDL foi propor um debate público sério sobre a realidade de pessoas idosas, embasado em dados, metodologicamente fundamentado e de âmbito nacional. Há muitos pontos do grande guarda-chuva temático do envelhecimento para os quais não há qualquer visibilidade. O IDL pega aquilo que existe e transforma em um material com linguagem acessível. É uma grande contribuição."

Assim, em 2017, nasceu o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, avaliando 498 municípios brasileiros. Em 2020, a segunda edição ampliou esse número para 876 cidades. O salto mais importante veio em 2023, quando a pesquisa passou a avaliar todos os 5.570 municípios do país pela primeira vez.

Agora, em 2026, o IDL chega à sua quarta edição. Essa também será a segunda vez consecutiva em que a pesquisa alcança cobertura nacional completa, oferecendo um retrato ainda mais preciso do Brasil.

Como o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade é elaborado

De forma didática, o Índice 2026 reúne 23 indicadores públicos, organizados em três grandes dimensões: Saúde, Economia e Socioambiental.

Cada dimensão concentra dados oficiais que, juntos, formam um retrato da preparação de cada cidade. Esses indicadores são cruzados entre si, gerando um resultado que pode ser comparado entre municípios de porte semelhante.

Cada dimensão concentra indicadores específicos. A dimensão Saúde, por exemplo, analisa dados como estabelecimentos de saúde, leitos hospitalares, profissionais disponíveis, cobertura vacinal e óbitos por diferentes causas.

A dimensão Economia avalia longevidade esperada aos 60 anos, capacidade de consumo de aposentados, segurança financeira dos idosos e endividamento municipal.

Já a dimensão Socioambiental inclui engajamento cívico de idosos, relações afetivas, acesso a telecomunicações e mortalidade por causas não naturais.

Uma alegre família brasileira desfruta de um dia ensolarado em uma praia no Rio de Janeiro, capturando o momento com uma selfie. Imagem para ilustrar a matéria sobre o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade. Crédito: JLco Julia Amaral/Shutterstock

Por que o IDL é tão importante para o Brasil?

O Brasil é um país continental e desigual. O envelhecimento não acontece da mesma forma em todas as regiões. Uma cidade pode ter, por exemplo, boa cobertura de saúde e pouca segurança financeira para os idosos. Outra pode viver o cenário oposto.

Sem um instrumento como esse, essas diferenças permanecem invisíveis. O IDL permite enxergar, cidade por cidade, onde estão os avanços e onde ainda faltam investimentos. Essa informação orienta decisões que vão muito além do presente.

"Medir o que existe é o primeiro passo para agir de maneira transformadora", afirma Antonio Leitão.

“Sobretudo nas grandes cidades, a hostilidade da vida cotidiana gera a percepção de que os espaços não são amistosos a pessoas idosas. Por mais que essa percepção possa ser verdadeira, como podemos efetivamente medir se é assim? Se uma cidade está bem-preparada, em que aspectos está preparada? E em quais aspectos não está?”

Mas afinal, quem pode utilizar esses dados?

Os dados do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade têm aplicação ampla. Gestores públicos podem usá-los para embasar políticas e priorizar investimentos. Jornalistas encontram, nesses números, material para reportagens sobre desenvolvimento urbano e envelhecimento.

Profissionais do mercado financeiro e de seguros também recorrem ao Índice para conversas sobre planejamento de longo prazo. E qualquer cidadão pode usar os dados para entender melhor a cidade onde vive ou pretende envelhecer.

Um Instituto com dez anos de autoridade sobre longevidade

Por trás do Índice está o Instituto de Longevidade MAG, organização brasileira sem fins lucrativos fundada em 2016. Em dez anos de atuação, o Instituto construiu autoridade sobre o tema da longevidade a partir de pesquisa de pesquisa e produção de conteúdo especializado.

O trabalho do Instituto se apoia em quatro pilares que funcionam como um ciclo contínuo, se ampliando sempre em ações concretas:

Para Antonio Leitão, "chegar à 4ª edição do IDL nos dez anos é uma conquista pois representa a consolidação de um trabalho feito com consistência e que traz resultados tão relevantes para a sociedade e para a companhia. Mas é também uma porta para ambições mais altas. Que novos temas devem ser alvo de investigação do nosso Instituto? Como podemos colaborar ainda mais com a preparação de todos para uma vida mais longeva? Devemos celebrar, portanto, mas também nos exigir mais".

O propósito de tudo isso é direto: contribuir para um Brasil preparado para viver melhor e por mais tempo. Ou seja, quando se fala de longevidade, o discurso não deve contemplar apenas quem já passou dos 50 anos, mas todas as pessoas. Afinal, o envelhecimento é o caminho natural da vida.

E o que vem por aí?

A quarta edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade será lançada em julho de 2026. Ela marca a segunda vez consecutiva em que a pesquisa avalia todos os municípios brasileiros com cobertura nacional completa.

Os detalhes dos resultados ainda não foram divulgados, mas o histórico da pesquisa mostra o tamanho da expectativa. Cada nova edição traz mais alcance, mais precisão e mais relevância para o debate sobre envelhecimento no Brasil.

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Quem quiser acompanhar de perto essa novidade já pode se cadastrar na página do IDL. Basta preencher o formulário para receber o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade 2026 assim que for lançado.


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